Durante meio século, a Apple remodelou a tecnologia, evoluindo de uma humilde operação de garagem para uma potência global. Fundada em 1º de abril de 1976, por Steve Jobs, Steve Wozniak e Ronald Wayne, a Apple Computer Company (mais tarde Apple Inc.) começou com o Apple-1 – um computador vendido sem periféricos básicos, como monitor ou teclado. Hoje, a Apple domina vários mercados, oferecendo de tudo, desde smartphones e laptops até wearables e até dispositivos experimentais como o Vision Pro.
Muitos na indústria de tecnologia e na CNET estão profundamente enraizados no ecossistema da Apple. Do mais recente iPhone 17 Pro Max ao onipresente AirPods Pro 2, a influência da Apple é inegável. Mas o percurso da empresa não tem sido isento de erros e debates sobre valor, especialmente à medida que avança para novos territórios.
Os altos e baixos da inovação
O legado da Apple é uma mistura de sucessos inovadores e fracassos absolutos. O Apple Newton, uma das primeiras tentativas de criar um assistente digital pessoal, não conseguiu ganhar força, enquanto o iTunes Ping, uma plataforma social de música, rapidamente caiu na obscuridade. Mesmo produtos recentes, como o headset Vision Pro, de US$ 3.500, são criticados como caros demais para os consumidores convencionais.
Apesar desses contratempos, a Apple tem constantemente ultrapassado os limites. A icónica campanha “Think Different” da empresa, narrada por Richard Dreyfuss, resume o seu espírito central: desafiar o status quo. Esta abordagem conduziu a inovações que melhoraram genuinamente vidas, muitas vezes de formas inesperadas.
Tecnologia que salva vidas: além do entretenimento
Os dispositivos da Apple não são apenas para entretenimento; eles se tornaram ferramentas vitais para segurança e saúde. Os redatores e editores da CNET compartilharam como os recursos da Apple os salvaram em emergências. Um editor usou a conectividade celular do Apple Watch para pedir uma carona depois que o telefone morreu, enquanto outro confiou no teste de audição dos AirPods para confirmar a audição normal após sofrer perda.
O aplicativo Find My se destaca como uma ferramenta particularmente importante. Desde a localização de telefones perdidos no Central Park até o rastreamento de AirTags deixados acidentalmente para trás, o alcance e a confiabilidade da rede são incomparáveis. Para muitos, não se trata apenas de gadgets; trata-se de paz de espírito.
O herói subestimado: o iPod
Embora o iPhone e o Apple Watch dominem as manchetes, muitos funcionários da CNET argumentam que o iPod continua sendo o dispositivo Apple mais subestimado. Descontinuado em 2022, a simplicidade do iPod Classic e a conexão direta com bibliotecas de música foram revolucionárias. Sem ele, o iPhone talvez nunca tivesse existido. O iPod Nano, com suas cores divertidas e funcionalidade focada, também faz falta para aqueles que preferem uma experiência musical sem distrações.
O superestimado: Apple Watch e Vision Pro
Nem todos os produtos Apple recebem elogios universais. Alguns funcionários criticam o Apple Watch como um “exagero de informação”, argumentando que fluxos constantes de dados anexados ao corpo podem ser prejudiciais. O Vision Pro, apesar dos seus avanços tecnológicos, é rejeitado por outros como uma solução dispendiosa em busca de um problema, sem um caso de utilização convincente para o consumidor médio. O iPhone Pro, da mesma forma, é visto como desnecessário por alguns, que consideram o modelo básico suficiente para suas necessidades.
O que o futuro reserva: nostalgia e novas fronteiras
À medida que a Apple se aproxima do seu 50º aniversário, aumentam as especulações sobre potenciais novos produtos. Embora os rumores sugiram que um iPhone dobrável está no horizonte, muitos funcionários da CNET anseiam por lançamentos nostálgicos, como um iPod renovado ou um design retrô do iMac. Outros propõem movimentos mais ousados: um televisor da marca Apple, um anel inteligente concorrente do anel Oura, ou mesmo um veículo eléctrico.
O legado de Steve Jobs: perguntas sem resposta
A discussão inevitavelmente se volta para Steve Jobs, ex-CEO e líder visionário da Apple. Muitos se perguntam o que ele pensaria da empresa hoje, principalmente em relação à IA e aos serviços. Ele aprovaria escolhas de design como a porta de carregamento mal posicionada do Magic Mouse? Ele teria adotado a IA generativa ou permaneceria cético?
As próprias palavras de Jobs oferecem pouca clareza. Em sua biografia, ele afirmou ter “quebrado a TV”, deixando muitos especulando sobre sua visão para a entrada da Apple no mercado de entretenimento doméstico. As questões persistentes destacam o profundo impacto que Jobs teve na empresa e na indústria tecnológica como um todo.
Em última análise, a história da Apple é de inovação implacável, assunção de riscos calculada e disposição para a inovação. Mesmo para aqueles que cresceram num mundo com iPhones, a influência da marca permanece inegável, moldando a forma como interagimos com a tecnologia e uns com os outros.






























